quarta-feira, 15 de julho de 2009

Finais Felizes?!



O mundo é um lugar ruim, certo? Errado! O mundo é um lugar onde as coisas acontecem. Sorrisos fraternos, guerras, esperança, pessimismo, maternidade, morte, flores brotando, murchando, beijos apaixonados e corações partidos. Em resumo, um lugar cheio de clichês.

As guerras podem tornar os sobreviventes melancólicos e frios, com manias estranhas e cheios de solidão. Com marcas visíveis na expressão e mais ainda nos corpos. Por outro lado, são sobreviventes, despidos de frescuras e fortes para enfrentar o dia-a-dia. Apaixonar-se pode ser difícil, mas não impossível. Uma pequena mostra disso pode ser vista no filme “A Vida Secreta Das Palavras”, produção espanhola, falada em inglês, lançada em 2005 e dirigida por Isabel Coixet. No elenco estão Sarah Polley e Tim Robbins.

Um coração partido pode acabar com os sonhos de uma vida. Voltar às origens pode ser um ponto de partida. Permitir-se leva tempo, mas em algum momento aparece alguém que do nada, aposta alto e as coisas começam a ficar mais claras. Mesmo que a ajuda confunda os sentimentos, é hora de seguir em frente. “Once – Apenas Uma Vez” traz esse pequeno recorte muito comum na vida cotidiana. Essa produção irlandesa lançada em 2006 em determinados momentos parece um grande clipe e levou o Oscar de melhor canção original com a música "Falling Slowly". A direção é de John Carney e o casal principal sem nome é vivido por Glen Hansard e Markéta Inglová.

Só é preciso um momento pra tudo virar de cabeça pra baixo. Um carro, uma batida, alguns anos de prisão e uma vida afetada pra sempre. Até aparecer alguém que precisa de ajuda e os dois acabam se salvando. Um que tira a vida e a outra que dá a luz. A esperança de viver se torna mais palpável dando forças pra enfrentar os fantasmas do passado. O filme “Bella” é um desses retratos de como dar sentindo à vida, simplesmente ajudando alguém. Foi lançado em 2006, com produção em parceria EUA e México. No elenco principal estão Tammy Blanchard e Eduardo Verástegui. A direção é de Alejandro Gomez Monteverde.

Esses filmes têm um ritmo mais lento, trilhas sonoras que soam legais, sendo que Once – Apenas uma vez é extremamente musical, e os atores são pouco badalados, mesmo rodados como Tim Robbins e Sarah Polley. São dramalhões que poderiam ter caído na vala comum, mas seus finais felizes estão longe de ser piegas.

Um comentário:

  1. Gosto de filmes assim. Quer saber?! me deu vontade de assistir pelo menos um dos três...
    Depois te digo o que achei.

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