domingo, 9 de agosto de 2009

Só os mais aptos sobrevivem – Parte 01: Os não classificados



Com o tema “Só os mais aptos sobrevivem”, para o 4° Festival Se Rasgum, a organização do evento mostrou mais uma vez que está muito a vontade pra diversificar e mostrar que hoje não basta APENAS ter uma banda. Tem que batalhar, tem que saber de trâmites burocráticos, produção e todas as chatices que sustentam a atividade artística.

Quem estava ligado na história pôde perceber que só as seletivas movimentaram mais de 100 bandas, produtores, donos de selos e organizadores de eventos. Gente do Brasil inteiro estava de olho no que acontecia por aqui. Teve também mídia impressa, televisiva, radiofônica, internet, boca-a-boca na divulgação, mais os votos de jurados e público para escolha de 3 bandas que se apresentarão no festival, que acontecerá nos dias 13, 14 e 15 de novembro.

Quase todos os gêneros estavam representados nas 24 bandas que subiram ao palco do Gold Mar Hotel. Pop, rock, hip hop, metal e misturas entre outros sub-gêneros musicais.


Destaco a força da turma do Máfia da Baixada, com suas letras politizadas, boas rimas e o DJ mandando bem, dando um tapa na cara da classe média “bem nutrida”. Só acho que o hip hop se modificou ao longo dos anos, pra sobreviver, mas aí é o direcionamento dos caras. O metal que tem um circuito mais independente do que esse de que estamos acostumados a falar, se mostrou como o verdadeiro “movimento de resistência”, esteve bem representado com a banda Tenebrys.


O pop é aquele negócio do “ame-o ou deixe-o”, com letras falando de relacionamentos e refrões colantes. Também esteve bem representado pelo Plug Ventura, que está muito próximo do que se chama de “música radiofônica”. Lado bom: o público gosta de dançar cantando as letras; o lado ruim: o pop enfrenta uma negação velada de ruptura, por parecer comercial demais.


A música de escracho é muito perigosa. Existe uma linha muito fina, mesmo, que divide o interessante do chato, o inteligente do mau gosto, assim, Hebe e os Amargos parece estar no caminho certo. O Ultraleve parece ainda estar tentando encontrar a sonoridade desejada, minha pergunta é: fazer isso com 10 pessoas está ajudando? Se sim, tudo bem!


Parabéns a todos esses participantes que subiram ao palco e tocaram com garra, com vontade de ganhar! Parabéns também as outras 16 bandas que não chegaram a final e as outras que ficaram na primeira peneirada. Tocar em uma banda é assim mesmo, uma batalha diária e ela continua. Lembrem do tema do festival... “Só os mais aptos sobrevivem”.


Site Se Rasgum: http://www.serasgum.com.br/

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