segunda-feira, 12 de abril de 2010

Guitar Heroes - Parte 01 - A Todo Volume

It Might Get Loud - Jimmy Page, The Edge e Jack White

Amores, lembranças, dificuldades e felicidades. O cinema, ou melhor, cineastas se reinventam para contar as mesmas histórias nas telonas e convencer o público de que ainda é interessante ver aquilo.
Pessoas, cachorros, cavalos e computadores já ilustraram pontos de vista, e entre documentários e ficções, a música também foi bastante acionada. A Todo Volume (ou It Might Get Loud) é o mais recente exemplo.
“No dia 23 de janeiro de 2008, três músicos se reuniram para falar sobre guitarras”. Essa é a frase de abertura do documentário que tem como diretor Davis Guggenheim (ganhador do Oscar de melhor documentário em 2007, com Uma Verdade Inconveniente), mas o filme é mais que isso.
Em uma hora e trinta minutos, as parafernálias tecnológicas que The Edge usa para rechear as músicas do U2, o purismo Blues de Jack White em suas tantas bandas e a técnica apurada de Jimmy Page no Led são apenas desculpas para histórias de como cada um encontrou o caminho musical. As primeiras apresentações, a descoberta da composição e gravação em estúdio entre outras curiosidades, como saber que Jimmy Page quando adolescente queria estudar biologia e foi músico de estúdio e Jack White relutou para assumir as seis cordas.
Não sei se é preciso lembrar que esses três guitarristas são referências de suas gerações, também não sei se vale lembrar riffs e canções deles que fazem parte do imaginário popular.
A Todo Volume fala de amores, lembranças, dificuldades e felicidades. Principalmente de amor, pela música e em se fazer música, não simplesmente por fazer, mas acreditar no que faz. Jack White ilustra bem essa questão quando diz “quem não tem uma luta dentro de si ou ao seu redor, precisa criar uma”.
É um filme que também mostra o respeito mútuo entre músicos. Jack White se mostra contra a facilidade eletrônica e os três tocam juntos a reta, punk/new wave I Will Follow do U2, Dead Leaves And Dirty Ground do White Stripes e In My Time Of Dying do Led Zeppelin.
É emocionante a cena em que Jimmy Page empunha sua gibson e toca Whole Lotta Love, e o bluesman branquelo do Tenesee e o contido punk irlandês prestam atenção naquilo com mais que respeito, devoção. No final, juntos tocam The Weight do The Band.
Esse não é um filme somente pra instrumentista. É para quem gosta de música, de histórias ou de ver filmes. Não gostar sem ver é mais complicado!

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