domingo, 13 de junho de 2010

Conexão Vivo Belém – Segunda Noite

Como a noite anterior, o sábado também estava com céu aberto, calor e pouco vento no Pier da Casa das 11 Janelas. O primeiro show, programado para iniciar as 18 hs sofreu um grande atraso por conta de problemas técnicos, mesmo assim perdi a Orquestra Juvenil de Violoncelistas da Amazônia, que recebeu a banda Álibi de Orfeu como convidada. Mas os comentários que ouvi foram bastante elogiosos.

A segunda apresentação foi do Sandália de Ambuá, que trouxe a Belém o samba feito no interior do Estado e que recebeu como convidado o cantor e compositor paraense Ivan Cardoso. Juntos mandaram algumas versões e músicas premiadas em festivais.

O paulista Rômulo Fróes subiu ao palco sem muito estardalhaço. A formação básica de bateria, baixo e guitarra, com algumas inserções de violão, parecia simples demais para algo diferenciado. Ledo engano! Ali estava a melancolia do samba, o timbre da psicodélia anos 70 e a atitude roqueira sem exageros. A música de Rômulo Fróes é criativa e nem sempre de fácil assimilação, mas quem soube, aproveitou uma bela apresentação. Engraçado ninguém mecionar tropicalismo em relação ao som feito por Fróes, mas, enfim...

Na sequência foi a vez de Gilvan de Oliveira subir ao palco acompanhado dos percussionaistas paraenses do Manari, que agora parece ser um quarteto. O convidado foi o cantor Marco André. No repertório a tal da “nova mpb”.

O La Pupuña é uma banda que não precisa mais provar nada pra ninguém. Uma apresentação da banda é diversão garantida. Tem a bombada gruitarra com pegada de surf music pra dançar ou simplesmemte ouvir, tem o guitarrista Felix, que sabe muito bem usar o “dialeto” de quem realmente já pisou na piçarra, e desta vez, também teve a participação de um projeto musical chamado Candiru Malino, que é desenvolvido com crianças no bairro do PAAR, uma das maiores "favelas" do Brasil, que tem como atração principal o jovem Vinicius de 10 anos. O garoto ainda não é um guitarreiro virtose mas já está no caminho. Espero que os boatos de que o La Pupuña vai acabar não passem de falácia.

No encerramento da festa de sábado, Gabi Amarantos subiu ao palco como Gabi Amarantos junto com o seu Tecnoshow, o que pareceu ótimo. Sem a palhaçada de pseudônimos jornalísticos que não contribuem em nada para a carreira dela. Pra dançar o tecnobrega é preciso preparo físico e 98% das pessoas que estavam ali mostraram que estão com ótimo fôlego, já que dançaram do início ao fim e cantaram juntos uma sequência de sucessos do gênero.

Mais uma bela noite que pra muitos terminou na festa de dia dos namorados da Se Rasgum, ali pertinho do Pier, com a banda carioca Do Amor e discotecagem de Kid Vinil.

2 comentários:

  1. Caro Angelo,

    O La Pupuña já esclareceu no Twitter, mas não custa repetir: a banda não vai acabar. Recém lançaram um CD virtual ao vivo (aliás, a estreia da Central de Abastecimento Som do Norte) e grava um CD de estúdio, inclusive esteve no interior fazendo sessão de fotos, tem shows já agendados por várias cidades do Pará etc etc.

    O que talvez tenha dado margem aos boatos são projetos paralelos do guitarrista Luiz Félix, que inclusive participou do 2º pocket show de Aíla, no Boteco São Matheus, em 21/5. Mas, por favor, há vários integrantes de bandas que fazem projeto solo e nem por isso o grupo acaba. Lembro agora dois casos: Herbert Vianna, com ao menos 3 CDs sem os parceiros dos Paralamas; e Fernanda Takai, que como tributo a Nara Leão fez um CD e um DVD solos (nos quais o diretor foi John, e a banda foi praticamente o Pato Fu).

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  2. Fábio,
    Obrigado pelos esclarecimentos!
    Então é isso, boa notícia pra quem gosta do La Pupuña!!

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