sábado, 12 de junho de 2010

Conexão Vivo Belém - Primeira Noite


Pra variar, dia quente e abafado na capital paraense. Já atrasado como de costume, mas a caminho do Pier da Casa das 11 janelas, lembrei do comentário do Marcelo Damaso, da Dançum Se Rasgum, produtora local do Conexão Vivo Belém, de que o dia tava com um clima bacana pro evento.

Ao chegar na praça da Sé, me deparei com um grande palco, acho que montado pela Prefeitura Municipal por conta da copa do mundo ou algo do tipo, quase me leva ao engano. Então caminhei para o local certo, imaginando que tinha perdido pelo menos duas das cinco atrações programadas, mas cheguei bem no início da apresentação do Minibox Lunar.

Instrumental bem ensaiado, melodias leves e duas belas vocalistas no estilo “hippie” , e uma lista de elogios ansiosos de algumas pessoas que movimentam a cena independente, os amapaenses subiram no palco e fizeram uma apresentação bem redondinha para pouco público que chegava e se amontoava na frente do palco.

Na sequência, o instrumental dos veteranos paraenses do Zarabatana Jazz, apresentação que teve como convidada a cantora Dayse Addario. Não sei se seria exagero dizer que é algo que transita pelo smooth jazz dos anos 80, mas o som com certeza é tecnicamente bem tocado e o Zarabatana tem seu nome escrito na história da música instrumental paraense.

Quem também chegou com o “hypometro” elevado, foram os acreanos do Caldo de Piaba, com um instrumental transitando entre a guitarrada e o rock ‘n’ roll, recebeu como convidados os guitarristas paraenses Leo Chermont e Pio Lobato. Essa apresentação foi um bom esquenta para o que viria para o encerramento da noite.

O artistas mineiros Sérgio Santo e Zé Renato fizeram uma espécie de lounge, tranquilizando um pouco o clima da apresentação antereior. Destilaram um repertório de clássicos da “mpb” ao melhor estilo “som do barzinho”.

Para fechar a primeira noite do Conexão Vivo em Belém, subiu ao palco o Circuito Floresta Sonora que agrega arstitas ligados ao Casarão Cultural Floresta Sonora. De início, o contra-baixista MG Calibre se mostrou um verdadeiro Mestre de Cerimônias, e mandaram ver em uma fusão de sons conectando a Amazônia com o resto do mundo.

O clima esquentou mais quando o maior entertainer paraense da atualidade, Juca Culatra subiu ao palco e agitou a galera com seu “Crioulo doido, muito doido da cabeça”, “Brocolis” e pelo que pude entender, algo com surubas de dinissauros. Juca mais uma vez mostrou que é um cara pra shows grandes, festivais, negando um pouco a linha de “pequenos circuitos” pregada pelos independentes.

Quando Pantoja do Pará, Manezinho do Sax e Pipira do Trombone colocaram as Metaleiras da Amazônia, para somar ao Floresta Sonora, era sinal de que a festa deveria terminar em grande estilo e com um dos muitos sotaques paraenses. Vale destacar, também, a evolução do guitarrista Leo Chermont, bem mais a seguro e a vontade no palco.

A estrutura montada para o evento está muito boa, com transmissão ao vivo pelo portal do projeto, com o belo auxílio da produção local. Uma noite de clichês, pasteurizações, modernidades, camisa preta, bicho grilo e salto alto, confirmou que a hibridização é a nova ordem da estética musical. A segunda noite promete!

Se Interessou:
http://www.conexaovivo.com.br

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